terça-feira, 26 de junho de 2012

O poeta já não precisa mais de sua matéria-prima

As palavras doem, mas a calha é longa...
Escorre, escorre e escorre; e dái?!
Que rolem; bem ao fundo do ralo
Para que imperativem sua perplexidade.
É indiferente.
Agora, é do seu ventre que ascende a decepção
Pois do meu, ainda que tardia, ou até que chova, só há de escorrer (...)
[]
Bem; já não importa quantos "ãos" hão de se criar para rimar.
Meu poema já tem rima,
Minha vida já tem vida,
Estou renascendo sem corrida,
E eu hei de sobreviver.