quinta-feira, 28 de março de 2013

Absurdo

Mais um dia me saio a caçar bruxas.
E como outro qualquer, dia, ensaio
meus furtos, sobrevivências, lembranças, angústias, sabores, dores, etc.
Ergo as mangas, as sujo, por descuido.
Inclino e pego
meu arco e estacas, minhas botas, minha vergonha e meu corpo.
Abro as janelas, a mente, o saco de fichas.
Daí cai uma, ficha.
Parece...
Eu acho...
Bem, nao tenho como ter certeza
mesmo, levanto voo.
Se eu cair, será bom que
a sensação me fará acordar, ver as verdadeiras bruxas,
as verdadeiras facetas e as verdadeiras faláceas.
As verdadeiras que eu nunca saberei se são as próprias ou se,
de fato, existem mesmo.
Já que certas coisas morrem com a gente.
Até a dúvida.
Até os sonhos.
Até a dignidade.
Até nossas próprias bruxas, que
alguns por ai tem vontade de caçá-las.
...absurdo.

sábado, 16 de março de 2013

Caiu
cara
na lata
de patê
do vizinho
mocorongo.
Daí, ascendeu
ontem, e
caiu hoje.
ôje.
Viu
o que não viu.
Mas quem disse que era verdade?
A insanidade.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Nossos ditos, pois, serão nossos dogmas um dia.
Já que, enquanto não, só tenho tropeçado em minhas letras,
lutando para estar certo comigo mesmo.
Ah! Beleza humana onipresente.
...
Falo para não fazer... e faço.
Falo para não ir... e vou.
Tento me calar, mas acabo dando com a língua nos dentes.
Linda e bela, castiga-me sem misericórdia, irracionalidade.