Era uma figura obtusa,Olária,
Com uma felicidade do tamanho do seu tamanho.
Quase um arranha-céu.
Cumprimentava a todos! ...quem não conhecia, até quem nem olhava pra ela!
Gesticulava como se no meio duma conversa alvoraçada ou um jogo de poker; "sozinha".
Explicava como uma médica repassando um prontuário extenso e cheio de obséquios, no entanto fora de complexidades imaculadas.
Em seu mundo todos eram todos, e ela, única, era o que bem desejava ser. Muito aquém de qualquer um.
A simplicidade de um amor viúvo, a repugnância de uma gargalhando irônica, a champanhe aberta após uma topada. Para ela, a explosão sentimental se faz em pleno sentido como uma formiga no formigueiro, ou uma abelha no meio duma colmeia.
O mundo é um labirinto com janelas... onde as arestas são espreitadas pela tangente através dos olhares em êxtase-vacilo das pessoas. Devaneava ela.
Olária levantou, e sobre à mesa, deixou a xícara de café marcada com seu batom marrom-bambo, criminalizando seu único gole. Ajeitou-se, fez-se satisfeita pela conversa vespertina, e, porta afora, serpenteou pela calçada com seu indicador sedento por uma pessoa estranha a inquisitar.