domingo, 14 de dezembro de 2014

















O tempo diz para você se apressar.
A vida parece tentar dizer que é muito curta e é necessário aproveitá-la.
Só que, em uma determinada etapa, os Homens já se encontram moldados e inflexíveis, embora sempre carentes e vazios.
Aliás, ao ver que doce ou salgado é só uma questão de "ponto-de-vista", deixar de experimentar seus sonhos torna-se quase uma heresia!  (discuta consigo mesmo se assim titubear-se à desconfiança).

E o pecado? Ele não se importa com a sua insônia, nem com seu desespero.
Ele simplesmente está lá. Na sombra, cujo dono a espreita com distração.

Ou seja...
Ausência de luz e pausas musicais existem.
Sua morte também.
Cuide dela. Antes que ela cuide de você.

domingo, 23 de novembro de 2014
















Quem falou q não pode
?! Quem falou que quis
?! Quem foi o "disse me disse"
?!

Bom
. Só sei que
, em tempos de crise
, só ri quem faz burrice
.

domingo, 28 de setembro de 2014


Acredito tanto em minhas verdades, 
que eu teria meus olhos nas costas!

Me sinto tão maravilhado com o que falo, 
e escuto tão bem o que digo, 
que me emocionaria comigo mesmo!

Sou tão belo e temível,
que postularei leis! Sobre humildades...

Humildade...
(Risos irônicos e fatigados)

Tratarei eu mesmo dos infortúnios,
e descançarei em berço de ouro após.

Eu me vejo simples e puro...
Prazer, eu sou o tal Ser Humano.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014


Certas coisas costumeiramente sempre servem para tampar outras.
Seja uma cortina, uma porta ou um sorriso...

Por exemplo:
Meu penteado salva minha prematura calvície ainda;
eu finjo erguer as sobrancelhas quando fico puto, quando na verdade só há uma tatuagem no lugar delas;
tento sempre ser educado;
meu terno e meu cadarços bem amarrados;
minha barba feita;
o telhado, a pintura da casa bem conservados;
o meu olhar;
as minhas palavras;
o seu olhar por causa de meu olhar e de minhas palavras...

mas afinal, quem está tampando quem?
às vezes me confundo também.

domingo, 31 de agosto de 2014











Pensando como criança fosse,
fingindo como criança fosse,
mas e se realmente criança fosse?

Sem pose e muitas peripécias
talvez doze, treze ou quartorze?!

Sem asas e muita imaginação
talvez casas, castelos ou torres?!

hum

O herói dessas estória, gigante, talvez fosse.

domingo, 27 de julho de 2014

Quem muito vive só sua vida pequena, pensa que o mundo é muito grande;
ao contrário de quem faz por onde viver uma vida grande, pois sabem que o mundo é bem pequeno.

domingo, 22 de junho de 2014

Raízes

Ele já arrumava as suas coisas de casa do jeito certo...
Já fazia as amizades no nível seguro...

Os sapatos, sempre do lado de fora.
A louça, sempre limpa.
Mochilas nunca desfeitas totalmente e sempre acessíveis.
(...)
Parecia que ele andava sempre calculando alguma coisa.
Dele, nunca se ouvia reclamações de problemas.

Até que um belo dia acordei...
e outra pessoa contava essa mesma história em algum lugar mundo afora.

domingo, 8 de junho de 2014

E se com todo dinheiro do mundo fosse capaz?
E se toda beleza do mundo fosse imunda e negasse a paz?
E se enganar por enganar fosse sempre sem querer ?
E se as perguntas, ao meu ver, perguntassem sem serem vistas?
E se todas cristas, de galo, nascessem no pé?
Nem todo Zé, todavia, te daria todas as discas.
Não perca as iscas!

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Me dá um pedaço?, vou dar uma dica...
não é nariz nem braço
ecoa barulho e não pisca
não risca, não é pista!
Tem gosto-chinelo e tem gosto de diabo
não combina com quiabo e muito menos com alho.
Só sei que na batalha, com o diabo, não é a cera, a luz ou a pêra que empentelha...
O que mais poderia ser, senão a orelha?

domingo, 20 de abril de 2014

Gentileza em Porções

E de repente você entra sem bater, invade,
................e toca no âmago de minha intimidade.

Você que não tem pudor algum, muito menos escrúpulo,
(contudo o melhor do cinismo),
................canta a mais bela lira do herói Gigolô!
Passa a viver debaixo de meu teto,
 sob minha indecência
e sobre minha descendência.

Me esconde do terror e da tormenta,
escreve o meu quintal,
floreia o meu jardim,
e dança a valsa casamenteira comigo.

Você que nunca disse uma só palavra,
me fez o melhor discurso de todos!

Me calçou os pés e
os coloriu com giz-de-cera.

Me satisfiz.







sábado, 12 de abril de 2014

Como sois o que pensais que eis?
Com cujos pergaminhos mais imprudências e audácias?

Como é o que pensa que é?
cheio dessas parafernalhas de sempre.

Sem tua sopinha de letras para nadar, não és nada!

Te olho do canto.
Mas não é para o canto que tu olhas.
Te olho do espelho.
Mas não é para lá que me procuras.
Tento uma vez mais, através da coisa mais simples que já vira...
e o que acontece?
Nada.
Parabéns. És para lá mesmo que vais se não começar a reparar melhor.

sábado, 8 de março de 2014

Puta
livrai de mim o mal
afestai de mim aquele pau
que mataste o corvo!

Do orvo...
o orvalho; novo.

Vinde o ovo,
e galinha depois!
dois, mais dois (...)

Murra, urra e burra!
feche o tempo e pare de chover, tempestade...

Aproveite e
Pare de contar!,
 pois a descência, o animal e a flora não vão se importar
se você tenta me ler e és incapaz de compreender.

tente me ver!