quinta-feira, 26 de novembro de 2015


Haha! Já pensou em construir palafitas sobre seus pesadelos?
Já pensou conseguir morar dentro da sua depressão ?
Seus elos adversos não me comovem. Eu não tenho pena de ti.
Muito menos farei por onde quando o leite estiver derramado.
A tua vida é só tua. E a minha é só minha.



Experimente uma festa junina sem holofotes, sem cores, sem pessoas e sem sorrisos.
Experimente sentir o gosto.
Um gosto é saboroso ? Não.
Um gosto libertador. Que te fará olhar.
Que te fará enxergar os demônios.
Com muita sorte... os SEUS demônios!

A partir daí, poderá começar a pensar em experimentar um gosto de vida.
Verá que ninguém é ninguém sozinho. Ou que todo mundo seja ninguém.
E sozinhos, talvez, todos nós estivemos sempre!
Com isso só vejo uma saída. Tua vida valerá tanto quanto a minha...

domingo, 25 de outubro de 2015


Hoje dei bom dia ao dia
Hoje ouvi o rio que ria
Ai ai ai... essa vida!
Gato que late, 
Cachorro que mia!


"Sou analfabeta, e não tenho vergonha disso. 
Sou honesta!
Parece que quanto mais se lê, mais ladrão fica".

Dona Eurídice, 16/10/15.
Minha vó, 86 anos, reclamando dos políticos.


terça-feira, 15 de setembro de 2015


Que a satisfação
                     venha
                          acompanhada do desejo
                             de que
                                 foi pouco
Tempo.

domingo, 16 de agosto de 2015

Parou de chover nos meus sonhos?
Parou de ventar nos meus ouvidos?
Parou de crescer pelos.
De girar rodas.
De andar nu.
De cheirar a chuva.
De respirar.
Acabei de parar pra pensar,
,Que tu,
,Voltou,
Que tu-
-do parou.
Basta olhar.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Ah! As palavras...
Elas parecem borboletas nadando entre as polimerizações.
Mas basta um vento e espatifam no chão feito sopa de uma criança mal-criada.
E o pior, é que o barulho pode aborrecer um jardim inteiro de dormideiras. 

sábado, 6 de junho de 2015



e eu morro de saudade quando a vejo
e me banho de perfume e de beijo
me lambuzo até os beiços!
com gostinho de "miragem lá"

desço, corto o cheiro
da borboleta sem jeito
que me lembrava o olheiro
que contratei pra te investigar

quero saber se ainda a vejo?
dentro dos bocejos
dos meus tracejos
que costuro teu "laiá-laiá" 

sábado, 16 de maio de 2015


Nunca entendemos, apenas aceitamos.
Nunca ouvimos, apenas escutamos.
Nunca sabemos, apenas nos ditam.

A vida é assim... não escolhemos nascer ou morrer.
Apenas nascemos e morremos, sem saber quando, onde e nem porquê.

Talvez questionar seja o pior dos pecados:
Um assassinato à dúvida!,
Um assalto à fé humana!

Ser Humano é isso: Ser duvidoso, questionador, burro e finito.
Ser humano, ainda que por opção imposta por osmose, é ser cego.

Não enxergue, apenas olhe.

sábado, 7 de março de 2015

Olária

Era uma figura obtusa,
Olária,
Com uma felicidade do tamanho do seu tamanho.
Quase um arranha-céu.
Cumprimentava a todos! ...quem não conhecia, até quem nem olhava pra ela!
Gesticulava como se no meio duma conversa alvoraçada ou um jogo de poker; "sozinha".
Explicava como uma médica repassando um prontuário extenso e cheio de obséquios, no entanto fora de complexidades imaculadas.

Em seu mundo todos eram todos, e ela, única, era o que bem desejava ser. Muito aquém de qualquer um.

A simplicidade de um amor viúvo, a repugnância de uma gargalhando irônica, a champanhe aberta após uma topada. Para ela, a explosão sentimental se faz em pleno sentido como uma formiga no formigueiro, ou uma abelha no meio duma colmeia.
O mundo é um labirinto com janelas... onde as arestas são espreitadas pela tangente através dos olhares em êxtase-vacilo das pessoas. Devaneava ela.

Olária levantou, e sobre à mesa, deixou a xícara de café marcada com seu batom marrom-bambo, criminalizando seu único gole. Ajeitou-se, fez-se satisfeita pela conversa vespertina, e, porta afora, serpenteou pela calçada com seu indicador sedento por uma pessoa estranha a inquisitar.

domingo, 25 de janeiro de 2015

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Passou a sonhar outra vez...





















Pensei em rir, quando na verdade só estava falando das falas:
De um personagem, pelo qual nasceu uma flor...
Cheirosa feito amor, amou e costurou até o que não existia...
Dentro de si, quando passou a existir...
Voou feito um pássaro, a passos largos, 
e (...) largou a chegada, onde tudo começou.

Passou a sonhar outra vez!