
Ah! Atrás de um balcão eu me coço, me roço, me enrosco, te endosso e lhe engano
Talvez insano ou inocente, um menino carente com meleca no dente, só te atendo me pagando
Se arrogante, conforme à gorjeta, nem ligarei
Lhe indago o pedido, lhe abordo como um assassino e até a minha última saliva sacrificarei, pois vos saquearei
Agora a bohemia em sã plenitude
O tempo passa, passa, passa, mas a noite nao acaba
Oh, sim! À noite tudo acaba, até minha paciência
Mas nao adianta nada passar, passar, passar e o pano nunca secar
Se bem que, se algo há de ficar seco, que seja o seu bolço, pois atraz de um balcão eu só finjo que sou bom moço (...)
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