(...) e hoje acorda-me uma intensa vibração de particúlas sonoras, logo me indago "que porra é essa?" . Levanto, faço meu café e vejo que nada aprendi sobre andar descalço quando minha mãe falava. Resfriado estou. Ao término de minha preguiça inicia-se minhas obrigações: arrumei casa, louça, cachorro que por sinal está com pulgas, e por fim a mim mesmo, pois ao trabalho irei.
Ao subir à moto um intenso bombardeio além-vietinã sobrae-se a minha pessoa, prontamente minha cólera foi excitada. Aquele pombo é um #$%&, deixa pra lá. Descontei na piranha da vizinha que me acordou: soltei meu cachorro no quintal dela cuja graminha estava maravilhosa a defecar. Disparei ao inferno o qual vulgam trânsito. Neste dia estava costurando os carros mais do que minha vó com suas obras maravilhosas e com seus artifícios: parecem um tipo de esgrima com linhas na ponta, óbivo, um simples crochê, todavia de suma venerabilidade por parte dela. Porém minha volúpia desgraçada de pressa me condenou! Fui esvoraçado pela porta do infeliz, - que parecia uma entidade enviada pela vizinha piranha a fim de vinga-se -, que a abriu ao mesmissimo tempo com o qual eu passara. Tiro e queda, depois de uns 40 segundos praticando vôo livre caio e me esbofetizo. Não sei se foi o destino ou tão quão um sinal do anjo gabriel, olhei a placa do carro e estava " gay 0024". Juro! Levantaram-me e aos poucos fui retomando ao "agora", ainda resfriado, olho pro céu e agradeço por estar vivo, logo olho pro chão e retórico-me, - belo dia hein?! -. Volto à casa, no meio do caminho faço um jogo do bixo, joguei 24 no veado, lógico. Prossigo até a padaria e peço um pão com salsicha, o estranho era que nunca tinha visto que o garçon que me atende todos os dias era gay, mero detalhe. Degusto, alimento-me, pago e saio em retomada a minha casa. Chegando perto ouço aquele barulhento som da vizinha. Tomo coragem e vou até à porta dela apertar a campainha e com meu fura-bolo aponta-lo a ela. Ding-Dong ! Me abre a porta e com os pulmões cheios e minha boca transbordando palavras machistas olho para o lado dela e vejo o Biu, meu cachorro, todo pintado de roza, com unhas feitas, pêlo cortado e com placa de nome "Bofe". Engasguei na hora ! "Que porra é essa ? [2]". Tu me acordas e roubas meu cachorro? Um olhar atentador em meus olhos, o suspence impregnando minhas víceras e meu suor nem mais escorrendo, saltava de minha pele feito uma erupção, e ela me responde: - o cachorro cagão é seu?! Pois bem -. SBLUSH !!! Um maravilhoso balde de bolo fecal diratamente em minha face. Uma segunda mulher sobe à cena e com nojo pergunta a outra se eu era um mendigo. Desgraçada. Não! Era apenas alguém tentando ter um bom dia. Pego meu cachorro e vou pra minha casa. Chego à porta e proucuro as chaves, - onde estão?! -. Provavelmente está praticaticando o vôo até agora. Taco Biu pela janela e faço sinal pra que ele pule na maçaneta da porta e a abra. Biu mesmo nao sendo adestrado faz um contraste nas coisas erradas de meu dia e abre. Logo vejo uma sacola e um bilhete de Gabriellita, até então minha namorada, dizendo: "tudo tem explicação, menos pra marca de batom em cueca", abro a sacola e o que vejo? Minha cueca favorita suja com marca de batom, puta que pariu, desleixo meu, deve ter sido Jéssica, sua irmã, feia à pampa, sempre me deu mole e nunca quiz nada com ela, em fim, para um bom entendedor um pingo é letra, assim como para um dito de sogra é macumba de sete anos. Ao fim do dia pego resultado do jogo feito mais cedo, deu veado na cabeça, ganhei sozinho! Mas com tantos sinais e alusões em meu dia rasguei meu bilhete. Fui durmir. No dia seguinte acordo e vejo que nada adiantou, mais um azar, minha perna toda enchada, ai lembrei-me que pra sete anos falta muito!
Nesses dias, se pudermos prever,seria melhor não levantarmos da cama, nè? QUE PESADELO.
ResponderExcluirBom texto.