E o seu uniforme era amarelo como seus olhos de pinga
E o seu andar de centopeia lhe denunciava
E o seu cigarro, quase apagado, era tremuladamente mal tragado
E os seus ombros carcundos estavam logo atrás dele
Mas e o seu chapéu de malandro?
Não estava lá.
Esqueceu-o em cima da cabeceira;
Entre o seu copo de café amargo e
A sua matinal desconfiança.
Não satisfeito
Tirou do bolso, ergueu e
Tragou mais um maço
E como era janeiro
Decidiu recomeçar
Começou pelo amarelo
Seguiu pelo andar
Deu nos ombros
Porém terminou tropeçando.
É como Salto Alto: quem tão só finge saber 'andar', logo é notado.

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