domingo, 30 de outubro de 2011


Quisera eu ser um Deus
Para com uma Deusa casar
Quisera eu ser um pássaro
Para em sua flor poder pousar
Quisera eu ser o bandido
A sequestrar a mocinha
Quisera eu ser o mau
Para poder levar comigo, você, bonzinha.

sábado, 8 de outubro de 2011



Como alguém lutei
Como alguém corri
Não sei quem fui
Porém me escondi

Como as rugas em minha testa
São os trilhos e seus vagões
O quão maiores forem
Minhas esperiências se tornarão sermões

Posso nao saber
Tanto faz
Saberás o que eu digo
Só olhar para mim

Para mim
Por mim
Talvez mim seja eu.

domingo, 11 de setembro de 2011

Nadei, nadei e nadei.
Onde estou?
(...)
Arbustos e folhagens, lindas.
Para que servem?
(...)
Estupendas choupanas!
(...)
Sem minha bússola, perdido estou.
Tudo que é lindo e maravilhoso, sumiu.
Esta noite não flamejarei meu cachimbo.
Corriqueiro dia, acho que vou me deitar.
Hoje é domingo pede cachimbo, o cachimbo é de barro, bate no jarro, o jarro é de ouro, bate no touro, o touro é valente, bate na gente, a gente é fraco, cai no buraco, o buraco é fundo, acabou-se o mundo.

sábado, 23 de julho de 2011

Ame sua sogra

(...) e hoje acorda-me uma intensa vibração de particúlas sonoras, logo me indago "que porra é essa?" . Levanto, faço meu café e vejo que nada aprendi sobre andar descalço quando minha mãe falava. Resfriado estou. Ao término de minha preguiça inicia-se minhas obrigações: arrumei casa, louça, cachorro que por sinal está com pulgas, e por fim a mim mesmo, pois ao trabalho irei.
Ao subir à moto um intenso bombardeio além-vietinã sobrae-se a minha pessoa, prontamente minha cólera foi excitada. Aquele pombo é um #$%&, deixa pra lá. Descontei na piranha da vizinha que me acordou: soltei meu cachorro no quintal dela cuja graminha estava maravilhosa a defecar. Disparei ao inferno o qual vulgam trânsito. Neste dia estava costurando os carros mais do que minha vó com suas obras maravilhosas e com seus artifícios: parecem um tipo de esgrima com linhas na ponta, óbivo, um simples crochê, todavia de suma venerabilidade por parte dela. Porém minha volúpia desgraçada de pressa me condenou! Fui esvoraçado pela porta do infeliz, - que parecia uma entidade enviada pela vizinha piranha a fim de vinga-se -, que a abriu ao mesmissimo tempo com o qual eu passara. Tiro e queda, depois de uns 40 segundos praticando vôo livre caio e me esbofetizo. Não sei se foi o destino ou tão quão um sinal do anjo gabriel, olhei a placa do carro e estava " gay 0024". Juro! Levantaram-me e aos poucos fui retomando ao "agora", ainda resfriado, olho pro céu e agradeço por estar vivo, logo olho pro chão e retórico-me, - belo dia hein?! -. Volto à casa, no meio do caminho faço um jogo do bixo, joguei 24 no veado, lógico. Prossigo até a padaria e peço um pão com salsicha, o estranho era que nunca tinha visto que o garçon que me atende todos os dias era gay, mero detalhe. Degusto, alimento-me, pago e saio em retomada a minha casa. Chegando perto ouço aquele barulhento som da vizinha. Tomo coragem e vou até à porta dela apertar a campainha e com meu fura-bolo aponta-lo a ela. Ding-Dong ! Me abre a porta e com os pulmões cheios e minha boca transbordando palavras machistas olho para o lado dela e vejo o Biu, meu cachorro, todo pintado de roza, com unhas feitas, pêlo cortado e com placa de nome "Bofe". Engasguei na hora ! "Que porra é essa ? [2]". Tu me acordas e roubas meu cachorro? Um olhar atentador em meus olhos, o suspence impregnando minhas víceras e meu suor nem mais escorrendo, saltava de minha pele feito uma erupção, e ela me responde: - o cachorro cagão é seu?! Pois bem -. SBLUSH !!! Um maravilhoso balde de bolo fecal diratamente em minha face. Uma segunda mulher sobe à cena e com nojo pergunta a outra se eu era um mendigo. Desgraçada. Não! Era apenas alguém tentando ter um bom dia. Pego meu cachorro e vou pra minha casa. Chego à porta e proucuro as chaves, - onde estão?! -. Provavelmente está praticaticando o vôo até agora. Taco Biu pela janela e faço sinal pra que ele pule na maçaneta da porta e a abra. Biu mesmo nao sendo adestrado faz um contraste nas coisas erradas de meu dia e abre. Logo vejo uma sacola e um bilhete de Gabriellita, até então minha namorada, dizendo: "tudo tem explicação, menos pra marca de batom em cueca", abro a sacola e o que vejo? Minha cueca favorita suja com marca de batom, puta que pariu, desleixo meu, deve ter sido Jéssica, sua irmã, feia à pampa, sempre me deu mole e nunca quiz nada com ela, em fim, para um bom entendedor um pingo é letra, assim como para um dito de sogra é macumba de sete anos. Ao fim do dia pego resultado do jogo feito mais cedo, deu veado na cabeça, ganhei sozinho! Mas com tantos sinais e alusões em meu dia rasguei meu bilhete. Fui durmir. No dia seguinte acordo e vejo que nada adiantou, mais um azar, minha perna toda enchada, ai lembrei-me que pra sete anos falta muito!

terça-feira, 14 de junho de 2011

O meu, o seu, o nosso.

Hão de bradar a quem tempesdades moveram
hão de clamar todo seu poderio
em exília tardia vulgo-me pôr do sol
e em tí sepulcro todo meu ódio fúnebre
a explícita luz não implicita minha regeneração
mas talvez em citoplasmas, pásmas, meus genes chegarão
contudo, se ainda restar o bagaço, que seja da pólvora do teu calibre
doravante eu planto, eu vivo, eu me comungo
em controvérsias eu te venero, eu te espero e eu te amo
Meu planeta.

sábado, 11 de junho de 2011

R9 !

Se há o que recordar, que memorizem a minha arte

Se há um lugar, que pendurem as minhas chuteiras

Ao meu corpo, ao meu povo, ao meu desejo

eu agradeço!

Com minhas mãos às tuas e com meu brado aos teus

eu brindo!

Um brinde ao amor, um brinde à vitória

Um brinde a você e ao meu coração

Um brinde à nossa seleção.

domingo, 29 de maio de 2011

- Atrás dos balcões ...



Ah! Atrás de um balcão eu me coço, me roço, me enrosco, te endosso e lhe engano


Talvez insano ou inocente, um menino carente com meleca no dente, só te atendo me pagando


Se arrogante, conforme à gorjeta, nem ligarei


Lhe indago o pedido, lhe abordo como um assassino e até a minha última saliva sacrificarei, pois vos saquearei


Agora a bohemia em sã plenitude


O tempo passa, passa, passa, mas a noite nao acaba


Oh, sim! À noite tudo acaba, até minha paciência


Mas nao adianta nada passar, passar, passar e o pano nunca secar


Se bem que, se algo há de ficar seco, que seja o seu bolço, pois atraz de um balcão eu só finjo que sou bom moço (...)

terça-feira, 3 de maio de 2011

Eu lembro que (...)

- Quando choveu, molhou ...
- Quando choveu, correu ...
- Quando molhou, nasceu ...
- O Meu esbelto dia durmiu e acordou.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Nada além dos óculos blindados


Já existem inúmeras propagandas das próximas competições mundiais, e, nelas, bandidos disfarçados, boas-vindas bastante cortês, elogio de boas referências, entretanto, um corriqueiro fato: pouco tempo pra muito povo. Portanto, a realidade fora do papel.

Além da responsabilidade da Copa e dos jogos Olímpicos, outrossim, porém, necessitamos atuar em nosso próprio espetáculo de "faz-de-conta", que recebera de outras vias, sem míseras humildades, explêndidas enfatizações.

Há boatos de "foras-da-lei" montados em seus cavalos distribuindo pergaminhos de boa fé. Hão de convir que é de suma a veracidade de tais. Convenhamos, ora, por quê não também, que ninguém mata, rouba ou mente, ora, também, todos riem, sorriem. Assim, no palco estão a receberem quem mais ao oscar merece.

A péssima hospitalização à "beira-cena" está sendo varrida para o canto da rua, atrás das lixeiras, para quem chegar, impacto não sofrer, contudo, distrair-se e perceber, inevitável seria.

Enquanto sob o "fura-bolo" da mídia, nossa tão última célebre visita presidencial, a qual muito lisonjeada e satisfeita transparecia estar ante aos véus, confessa-se aos pés do Cristo: "a cidade é mesmo abençada por Deus e bonita por natureza". Pois bem, eeeeeeee "corta"! Fechem as cortinas e esperem dos aplausos o término. Saboreem bem a sobremesa antes da conta chegar. Há tempo, aproveitem, até às competições. Tem bastante tempo, no entanto, uma hora as rodas de samba param, os sinais fecham e as palmas cessam, e quem estaria a rogar por nós seria que em meio aos holofotes no centro do palco se encontram. Porém, não é o que irá acontecer, será preciso nossos convidados chegarem e propriamente vizualizarem a platéia em frente ao palco, logo, refletindo a autoindagação destas estarem atrás das câmeras para supostamente não serem vistas.